No mercado atual, em time que está ganhando se mexe sim!

A frase é mais do que conhecida, e muito aplicada — obviamente — no ambiente futebolístico ou de qualquer outro esporte: Em time que está ganhando não se mexe. Mas, pensando um pouco, percebe-se que, embora possa ter alguma lógica dentro desse espaço, no mercado atual a ideia não faz muito sentido, ainda que muitos insistam em segui-la cegamente.

A concorrência é muito grande, e a evolução do mercado maior ainda. Assim, se faz preciso sim se movimentar para ganhar — ou ao menos não perder — espaço entre seus consumidores. A cada dia vemos um novo produto ou serviço que reinventa, ou até acaba, com todo um setor, suas empresas e funcionários. Com isso em mente, como pode então alguém se focar em apenas continuar fazendo o mesmo?

Exemplos não faltam de companhias que, ainda que fossem líderes de mercado, continuaram a se inovar e trazer ao público novidades — as que prosperaram. Da mesma forma, existe uma infinidade de cases de empresas que, ao tentar seguir esse senso comum, decretaram falência sem nem entender ao certo o que aconteceu.

 

A Evolução do Mercado

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Como dito acima, diversos mercados apresentaram mudanças tão drásticas nos últimos anos que, quase de um dia para o outro, obrigaram as empresas a se atualizar por completo. Seja oferecendo novos produtos ou serviços, trazendo mais tecnologia ao atendimento, ou até mudando de nome, as mudanças ocorrerem por necessidade, ou ainda pelo medo do que poderia acontecer.

A tecnologia impactou diretamente neste quesito, mas não foi o único fator a abrir os olhos de tais companhias. O consumo mudou, assim como os hábitos dos consumidores, e diversas marcas tiveram que se adaptar a isso, independente de sua vontade ou não de acompanhar tais caminhos. No mundo dos negócios, a lógica é bastante simples: quem manda é o consumidor.

 

Os melhores exemplos

Exemplos de empresas que se adaptaram ao mercado são infinitos, e podem ser vistos em praticamente qualquer setor, mas, de todos, um me chama bastante a atenção. É um caso simples, em que um tipo de produto se destaca diante dos demais e que, de uma hora para outra, todas as empresas precisam oferecê-lo, não importando o segmento a que pertencem. Ah, e a melhor parte? Essa é uma mudança causa por mim, por você e por consumidores do mundo inteiro.

A Onda dos SUVs

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Quando pensei neste exemplo, fiquei imaginando qual marca citar para demonstrar a mudança do mercado automotivo. No fim das contas, percebi que era impossível escolher apenas uma, visto que praticamente todas se renderam à vontade do consumidor: os SUVs.

De marcas populares às mais luxuosas, praticamente todas elas têm, hoje, um SUV para chamar de seu. O mercado é tão grande e promissor que ninguém quis ficar de fora, nem mesmo aqueles que juraram que nunca entrariam em tal jogada. Quem diria que um dia, por exemplo, a Lamborghini teria um crossover? Este era um clássico exemplo de um time que, sem dúvida alguma, estava ganhando no mercado dos esportivos.

Resultado? Nos seis primeiros meses de 2019, foram vendidos 16 Lamborghini Urus no Brasil, um SUV de, singelos, R$2,4 milhões de reais. Quanto aos esportivos, de valor semelhante, 4 foram emplacados no mesmo período.

 

Os piores exemplos

Da mesma forma que não faltam empresas que se adaptaram às novas tendências, também há uma infinidades de companhias que resolveram não se atualizar. Essas sim, foram as que entoaram em alto e bom som o clichê mais inverídico do mercado: “Em time que está ganhando não se mexe!”. Pois bem, vejamos o que ocorreu.

O que seria um Streaming?

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Com 25 anos, ainda me lembro bem da época em que eu esperava ansiosamente os fins de semana para, enfim, alugar um novo VHS ou DVD que havia sido lançado. Acredito que não somente na minha família, mas em todos os lares do mundo esse era um momento mágico. Então… era. No passado mesmo.

A maior empresa do setor era a Blockbuster, gigante americana que, em 2007, operava em 26 países com mais 8.000 lojas. Ninguém podia batê-la, era algo simplesmente impossível de se pensar na época. Bom, talvez para nós, porque, aparentemente, o pessoal da Netflix não tinha o mesmo pensamento.

O lançamento de serviços de streaming — não somente da Netflix, mas também de Amazon, Hulu e iTunes — conseguiram acabar, em apenas alguns anos, com o império bilionário da Blockbuster, que um dia já foi avaliada em mais de R$8 bilhões.

Em 2011, a empresa decretou falência e foi adquirida em um leilão. Em 2013, foi anunciado que mais de 300 lojas seriam fechadas. Em 2019, existe apenas uma Blockbuster em todo o mundo, na cidade de Bend, no estado americano do Oregon.

 

Pare com isso e mude seu time!

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Como deve ter ficado bastante claro com os exemplos acima, essa história de continuar fazendo algo apenas porque está dando certo é, sem dúvidas, um dos maiores mitos do mundo dos negócios e, mais do que isso, um risco incalculável para uma companhia.

Não é à toa que tantas empresas investem em inteligência de mercado, elas querem justamente saber o que está por vir, podendo se preparar para as possíveis mudanças do futuro. A evolução virá de qualquer forma, e cabe a você decidir se irá acompanha-la ou não. Mas, deixo aqui minha dica: pense bem na sua decisão… os que não pensaram se arrependem até hoje.

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