A cultura de trabalhar até o limite e seus malefícios

Com certeza você já se viu em uma roda de amigos, cada um falando sobre seu trabalho, e algum deles — ou mais de um, em diversos casos — se vangloriando de quantas vezes faz hora extra na semana, todos os finais de semana que passou trabalhando, e outros exemplos como esse. Não sei vocês, mas a única coisa que consigo pensar nesse momento é: por que essa pessoa está feliz com uma situação tão triste?

A verdade é que o trabalho até o limite virou uma obsessão nos dias de hoje, especialmente entre os profissionais mais velhos, que ainda trazem esse costume de tempos distantes. Da mesma forma, diversas são as empresas que aproveitam — e até incentivam — esse tipo de comportamento, considerando que todo esse esforço sobre-humano que seus colaboradores apresentam é, basicamente, obrigação deles, como se recebessem para perder suas vidas.

Ainda que deva existir sim um comprometimento com o trabalho, é preciso entender que um equilíbrio entre sua vida profissional e pessoal deve ser feito, visto que sem esse você acaba, simplesmente, vivendo para trabalhar. As gerações mais recentes já verificaram isso e tentam, ao máximo, equilibrar sua carreira com seu relaxamento, já que perceberam os malefícios que práticas como as citadas acima podem trazer, principalmente por os verem em seus pais.

 

A Pressão Externa

Trabalhar até o limite

Não é novidade alguma que a sociedade consegue exercer uma pressão imensa sobre um indivíduo, todos nós já sentimos isso na pele. Mas, nesse caso em específico, o que ocorre é que o trabalho ao limite virou um sinônimo de produtividade. Se você não se dedica ao extremo, você é vagabundo, é inútil, não se preocupa com seu futuro. Ou pelo menos é assim que os outros te fazem se sentir.

A pressão começa dentro dos próprios ambientes de trabalho, visto que é lá que seu chefe te cobra por um comprometimento surreal, assim como até seus companheiros te julgam pelo tempo que você passa tomando café, fumando, conversando, ou até mesmo no banheiro. Existe um senso comum que uma pessoa que dá resultados tem que estar focada 100% do tempo, sem exceções.

Mas, parando para analisar a situação, o que se vê são colaboradores cada vez mais pirados com deadlines sem noção, pressões indevidas e cobranças irreais. Isso tudo acaba por deixar o ambiente de trabalho cada vez mais tóxico, o que vem causando tantos casos de afastamento por doenças psicológicas, como ansiedade e depressão. Não sei vocês, mas não vejo benefícios para a empresa em situações como essa.

A Pressão Interna

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Já escrevi várias vezes aqui sobre a pressão interna que nos colocamos, aquelas cobranças que fazemos a nós mesmos e que, muitas vezes, não condizem com a nossa realidade, ou simplesmente não fazem o menor sentido. Já cansei de ver pessoas que trabalham todos os dias, das 08h às 18h, se sentindo mal porque outras trabalhavam das 07h às 19h, como se isso fosse algo normal e saudável.

Em primeiro lugar, é preciso entender que cada um tem seu tempo e sua maneira de exercer seu trabalho, logo, não faz sentido algum comparar dois indivíduos que em nada se assemelham. Há pessoas que rendem mais com pressão, outros na calma e no silêncio. Algumas trabalham melhor pela manhã, enquanto outras preferem o período da noite. Cada um tem sua maneira de realizar seu trabalho, então não faz sentido julgar todos da mesma forma.

Além disso, se faz necessário entender que o trabalho é apenas parte da vida de um profissional, e assim deve ser. Se dedicar dez, doze, catorze horas por dia a seu emprego pode ser necessário, vez o outra, mas não faz sentido se tornar uma rotina. O objetivo do trabalho é te manter produtivo e render dinheiro, o que não serve de nada se não houver tempo para gasta-lo.

 

O equilíbrio necessário

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Como dito acima, as novas gerações apresentam uma maior facilidade em equilibrar suas vidas profissionais e pessoais, de forma que uma complete a outra, sem que haja alguma intromissão. Ainda assim, há pessoas que não conseguem desenhar essa linha imaginária, esse limite, em suas vidas, o que acaba por impactar ambos os ambientes e desequilibrar e muito suas vidas.

Para aqueles que acham que estou defendendo menos tempo de trabalho e mais tempo de curtição, já aviso que não é bem assim não. Primeiro que nem tudo que se faz enquanto não estamos em nosso emprego é curtição. Há diversas atividades necessárias para a vida humana que precisam ser feitas nesse período, e nem por isso são coisas que te trazem tanta satisfação como ir a uma balada.

Consultas médicas, atividades físicas, alimentação correta e, principalmente, descanso, são algumas das tarefas que devem ser feitos no período em que não estamos trabalhando e que, infelizmente, acabam por serem excluídas de nossas vidas por conta desse comprometimento excessivo. O equilíbrio que defendo é justamente o de permitir que sua vida tenha sim um momento dedicado exclusivamente ao trabalho, mas que também haja tempo para fazer o resto.

Trabalhando até o limite

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Como conclusão deste texto, não deixarei aqui nenhuma informação mais importante do que as que foram citas acima, mas sim um pensamento, um questionamento que recomendo a cada um de vocês que está lendo este texto. Você trabalha para viver ou vive para trabalhar?

Embora apresentem pouca diferença, essas duas frases representam conceitos completamente distintos de vida, que afetam diretamente sua saúde, sua vida social e seu psicológico. O trabalho excessivo deixou de ser algo a se vangloriar, mas sim um malefício da cultura moderna de trabalho, então analise bem de que lado você vai se encaixar.

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