De CLT a Autônomo em alguns meses

Toda vez que se discute sobre a geração Y e suas ideias, é normal que entre na conversa a forma como eles encaram o trabalho, suas ideias de evolução e a forma como se recusam a seguir o status quo. Até aí, nada de novo, somente mais do mesmo de uma velha discussão que para sempre irá existir. O que ocorre é que, ao pensar em minha própria situação e na que vejo em muitos de meus amigos — todos da mesma geração que eu —, percebi que o trabalho CLT deixou de ser um sonho de consumo, e o que a maioria quer é ser autônomo.

Comecei com essa percepção antes mesmo de sair de meu trabalho, há um ano, quando verifiquei que diversos colegas meus de faculdades não tinham como objetivo entrar em grandes empresas, ter um salário fixo e um plano de carreira. O que eles queriam era a liberdade de tomar suas próprias decisões, o tempo livre e a possibilidade curtir suas vidas. Simples assim.

Na época, eu não entendia muito o que era aquilo, até porque cresci em uma casa em que o trabalho dentro de uma grande empresa multinacional sempre foi tido como o objetivo ideal. Hoje, depois de largar a carreira institucional e me jogar de cara no mundo autônomo, consigo não somente compreender o pensamento de todos meus colegas, mas também defender essa nova forma de fonte de renda, tão mal vista no passado.

 

A Rotina do CLT

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Salvo em casos especiais — de empresas mais modernas, e que já entendem o novo ritmo de trabalho do mundo atual — a rotina de um funcionário CLT é basicamente a mesma quase sempre — o que me incomodava muito. Todos os dias, você tem um horário para chegar, bater o ponto, tomar seu café, almoçar e sair do escritório.

Marcar uma consulta, um corte de cabelo ou qualquer outra atividade pessoal se torna um desafio, visto que para tudo é preciso conciliar com sua agenda profissional e apresentar atestados, desculpas e explicações. Isso contando, é claro, que várias dessas atividades somente funcionam exatamente no período comercial.

Ainda assim, obviamente que existem suas vantagens, como a segurança de haver um pagamento a cada 15 dias, os inúmeros benefícios oferecidos pela empresa — vale alimentação, vale combustível, assistência médica e odontológica, previdência privada, entre tantos outros. Se planejar financeiramente é muito mais simples, e se torna possível comprar seus bens de forma parcelada ou financiada.

 

A Rotina do Autônomo

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Na maioria dos casos, a rotina do autônomo é não ter rotina, ou melhor, ter uma rotina que se adeque ao seu estilo de vida. Se quiser acordar às 05h pode. Se quiser acordar às 11h pode também. Trabalhar até às 17h? Pode. Trabalhar até às 22h? Pode também. Você controla seu tempo e sua vida e, se for organizado, haverá tempo para sua vida profissional e pessoal.

A falta de um chefe significa mais liberdade, mas nem sempre menos pressão. Clientes são chefes, tão ou mais importantes que. Eles mandam e você faz, e é essa a lógica do negócio. A discussão é mais aberta e você pode, através de conhecimento e argumentação, modificar algumas coisas — desde o preço até a data de entrega —, mas a dinâmica é basicamente a mesma.

Férias? Quando você quiser. Mas também quando você puder. Novamente, tudo depende de sua organização e foco em conciliar seu trabalho com seu lazer. Se tornar um escravo de seu próprio ganha pão é tão possível quanto no CLT, mas dessa vez a culpa é única e exclusivamente sua, não há motivo para culpar seu chefe, sua empresa ou nem mesmo seu cliente.

 

A Mudança de Vida

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Para quem cresceu vendo os pais trabalharem em horário comercial, de segunda a sexta-feira das 08h às 18h e, ao mesmo tempo, seguiu o calendário escolar estudando sempre das 07h às 12h, é tudo uma novidade. Poder escolher o horário em que se vai acordar é um luxo, mas ter que e adaptar a trabalhar à noite nem tanto. Em tudo há seus prós e contras.

A pressão externa, conforme disse em meu último texto — Não é preciso trabalhar das 08h às 18h para ser produtivo —, é enorme e, se você não se controlar, a interna é maior ainda. É preciso muita consciência de seu tempo e suas tarefas, de sua necessidade de ganhar dinheiro e seu dever de se divertir, de seu foco no trabalho e seu horário de descanso. Sem isso, você se torna apenas um escravo da vida institucional, como qualquer outro.

Com tudo isso dito, só posso dizer que em nada me arrependo de ter trocado a vida de CLT pela de autônomo. Como disse, ambos têm seus prós e contras, mas, na minha balança, a liberdade pesou mais. Talvez na sua não seja assim, e não há problema nenhum nisso. Cada um sabe onde o calo aperta. Cada caso é um caso e não é ruim fazer o que é melhor para você.

Com uma frase bonita tirada do Google — e sem muita certeza sobre o autor —, finalizo este texto.

                   Tudo está fluindo. O homem está em permanente reconstrução; por isto é livre: liberdade é o direito de transformar-se .

(Lauro de Oliveira Lima)

 

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