Marketing Pessoal: Você se preocupa com o seu?

Em uma realidade com tantas tecnologias, tamanha interação entre as pessoas e uma concorrência maior do que nunca antes vista, as pessoas estão começando a entender o conceito e a importância do marketing pessoal, uma espécie de maneira mais profissional de se mostrar ao mundo.

Se somente neste primeiro parágrafo você já se perdeu, tenho uma boa e uma notícia. Iniciando pela parte negativa, devo dizer que você está bem atrás de diversos de seus concorrentes quando o assunto é carreira, visto que muitos deles com certeza já se inteiraram e desfrutam deste conceito. Pelo lado positivo, posso dizer que abaixo explicarei melhor como você pode aproveitar também desse conhecimento e colher grandes frutos no futuro.

Para explicar um pouco de tudo isso, preciso que desde já você comece a pensar em si mesmo como uma marca ou um produto, e não como uma pessoa. Pode parecer estranho no início, mas tudo isso faz parte do aprendizado. Enquanto não entender que você tem que ser algo que os outros queiram “comprar”, nada disso irá funcionar.

Partindo deste princípio, vamos então pensar na sua marca.

 

Qual é a sua marca hoje?

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Começando pelo mais simples, vamos direto ao ponto inicial de toda essa conversa: quem é você, ou melhor, quem é a sua marca? Para responder a essa pergunta, imagine como as pessoas te veem e qual a imagem que elas têm de você atualmente. Diversos podem ser os adjetivos que aparecem em sua mente, como pontual, criterioso, perfeccionista, divertido, parceiro, entre outros.

Todas essas palavras demonstram a forma como as pessoas te enxergam hoje, baseada principalmente no modo como você se expressa, se veste, se comunica através das redes sociais e se envolve com os outros. Na maioria das vezes isso é feito de maneira inconsciente, o que, infelizmente, não significa nada para os demais.

A fim de tornar esse exercício mais exato, peço que neste momento você tente se colocar no lugar de seus colegas, tentando captar também os pontos negativos que eles podem em ver em você, tais como inseguro, tímido, imaturo, ou qualquer outro adjetivo que sirva aqui. Sei que não é divertido pensar nisso, mas é assim que descobrimos o que mudar em nossa imagem.

 

Qual mensagem você quer passar?

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Agora que você já sabe, pelo menos de certa forma, como está a sua imagem atual, passemos ao próximo passo dessa missão: definir qual é o posicionamento que sua imagem terá a partir de agora. Para fazer isso, você deve imaginar agora com quais adjetivo você deseja ser identificado pelas pessoas ao seu redor, ou seja, quais características principais você quer que se destaquem em sua imagem.

Tudo isso pode ser muito subjetivo, assim como depende bastante da área e que está concentrada sua carreira. Se pensarmos em um médico, por exemplo, o ideal é que sua imagem passe confiança, conhecimento e cuidado a seus pacientes. Da mesma forma, esses podem ser aspectos que não importam tanto a um executivo de uma empresa multinacional, que prefere ser visto por sua experiência, capacidade de negociação e liderança. Enfim, cada área de atuação requer uma imagem específica.

Pois bem, qual seria então a forma como você quer ser visto? Quais são os principais pontos que as pessoas devem sentir ao olhar ou interagir com você?

Para tentarmos ser um pouco mais realistas, tente focar em até três características, visto que quanto mais adjetivos você escolher, menos focado será seu perfil e, consequentemente, mais confusa poderá ser sua comunicação. Como sempre, aposte no simples, depois vamos evoluindo com o tempo.

 

Para quem você quer passar essa imagem?

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Este é um fator muito importante, especialmente em tempos de mídias sociais, onde é mais do que comum alguém compartilhar informações em excesso para o público errado. Utilizando o exemplo do executivo, podemos entender que as pessoas que mais precisam reconhecer essa imagem são, principalmente, seus colaboradores, seus chefes, seus concorrentes e clientes — atuais e potenciais —, ou seja, o mercado em que ele está inserido. Não há necessidade de seus amigos do futebol terem essa perspectiva.

Sendo assim, é necessário focar sua nova imagem a esse público, tentando sempre que possível transmiti-la — de forma natural, por favor — a esses que o interessam. Para isso, pequenas ações podem ser tomadas, como melhorar seu guarda roupas — afim de passar um ar mais confiável —, aumentar seu vocabulário — demonstrando aos outros seu conhecimento sobre determinado tema — ou iniciar um novo curso — confirmando sua vontade de sempre evoluir.

Para alguns pode ser que um desses itens já faça efeito, enquanto para outros será necessário muito mais do que isso para consertar uma imagem já estabelecida. Como dito acima, tudo depende da diferença entre como as pessoas te veem atualmente e como você pretende ser visto.

 

Onde e como você se expressa?

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Está aí outro fator de grande importância em uma estratégia de marketing pessoal: onde e como você vai transmitir essa nova imagem. Se em sua opinião o que vale é apenas o contato com seus colegas no ambiente de trabalho, saiba que não teria como estar mais enganado.

Seu comportamento é avaliado em todos os ambientes, independente se eles são profissionais ou não. Sabe aquela história do funcionário que fica bêbado em toda festa de fim de ano? Pois é, sinto em informar, mas o chefe dele vai estar avaliando da mesma forma, independente de ser um ambiente mais informal.

Para piorar toda essa situação, nas últimas décadas fomos apresentados às redes sociais, e passamos a descobrir fatos sobre nossos amigos que, infelizmente, seria melhor que ficassem ocultos. As pessoas perdem a noção enquanto estão em seus celulares ou computadores e acham que, só porque o perfil é delas, podem dizer e postar o que quiserem. Bem, elas até podem, mas precisam se lembrar que os outros ainda estarão lá para avaliar.

Não estou dizendo aqui para sair de todas as mídias sociais, ou ainda parar de postar todo e qualquer conteúdo, mas apenas entender que sua imagem passa por suas postagens e, portanto, ajudam os outros a definir quem é você. Não adianta nada ser uma ótima pessoa no trabalho, mas distribuir opiniões ofensivas na rede, afinal todos seus passos devem ser feitos para o mesmo caminho. Para resumir bem o que quero dizer, deixo aqui uma frase que vi na internet e achei perfeita para esse caso:

“É melhor ficar quieto e deixar que as pessoas pensem que você é idiota do que falar e fazê-las ter certeza.”

Bem vindo à realidade

Você gostando ou não é esse o jogo que está sendo jogado, e sem marketing pessoal ele simplesmente não funciona. Você pode seguir as regras e competir de igual para igual com os outros, ou ignorá-las e tentar a sorte na selva de pedra que temos por aí. De qualquer forma o caminho vai ser longo e cheio de obstáculos, mas posso garantir que na primeira suas chances de sucesso serão bem maiores.

Lembre-se também que sempre é possível alterar sua estratégia, tentando adaptá-la ao máximo aos seus novos objetivos. Todo bom plano tem um momento de correção, e com seu marketing pessoal não seria diferente. Estude, planeje, coloque em prática, veja os resultados, atualize, e comece tudo de novo. É assim que funciona, não tem jeito.

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