Como encontrar seus temas para textos

Já é mais do que fato que hoje em dia todos podem produzir seus próprios conteúdos, ser especialistas de suas áreas e disseminar seu conhecimento por aí; mas a dúvida que fica sempre, especialmente para os redatores, como eu, é como encontrar temas para textos que se goste de fazer e que também alcancem um bom resultado.

Já adianto que não sou nenhum especialista no assunto, até porque entrei neste mercado no final do ano passado, fazendo então praticamente seis meses que compartilho com vocês meus textos. Ainda assim, nesse curto período pude aprender bastante sobre o mercado e como, principalmente, em como extrair de mim mesmo o máximo possível, visto que são vários meses postando, sem falta, artigos todos os domingos.

Nas linhas abaixo tentarei ajudar você a desenvolver seu pensamento criativo e sair, ou melhor, evitar, aquele bloqueio que te impede de se expressar com os outros. Obviamente que os passos a seguir serviram para mim, mas não necessariamente serão de suma importância a você; ainda assim, creio que sempre aprendemos algo ao ler sobre temas que nos são familiares, então duvido sinceramente que você finalizará esta leitura sem ter aprendido nada.

 

Sobre o que você gosta de escrever?

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Foi com essa pergunta que iniciei minha trajetória como redator, e sem a qual eu estaria ainda mais perdido do que já me senti em alguns momentos. O que acontece é que, especialmente quando falamos de algo que envolva a criatividade, precisamos estar felizes para que as coisas fluam da melhor maneira possível, sendo então extremamente necessário falarmos — ao menos no começo — sobre assuntos que nos agradem.

Para responder a essa pergunta, sentei por alguns minutos à frente do computador e pensei bastante. Cheguei à conclusão que os temas que mais me agradavam eram viagens, intercâmbio, marketing, mídias sociais, estudo das gerações e carreira, não necessariamente neste ordem.

Partindo desse princípio fica mais fácil de encontrar seus temas, visto que seu universo de possibilidades foi diminuído de forma bastante drástica, além do que  agora seu foco se encontra em possibilidades muito mais próximas da sua realidade e sua experiência. Decidido tudo isso, você deve seguir ao próximo passo.

 

Qual o seu target?

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Cito esta como a segunda pergunta deste pequeno questionário por alguns motivos bem específicos. Primeiramente, é necessário que você entenda qual o propósito de seus textos, o que você quer fazer com eles. Em minha situação, haviam dois objetivos bastante claros em minha cabeça, sendo o primeiro tirar do peito alguns de meus pensamentos — que por muitas vezes não conseguia compartilhar com ninguém —, e o segundo demonstrar a possíveis clientes e parceiros minhas habilidades de escrita e meu conhecimento sobre determinados temas. Logo, havia um objetivo pessoal e outro profissional.

Em seguida, se faz necessário definir quem é o público que se interessará por seus textos, ou seja, qual o seu público-alvo, seu target. Utilizando ainda meu exemplo, percebi que para meu objetivo pessoal, seriam meus amigos, familiares e conexões que possui na redes sociais, enquanto para o foco profissional seriam pessoas que estivessem inseridas no mesmo mercado que eu, ou que pudessem ser meus clientes, tais como agências de publicidade e marketing, profissionais de grandes empresas e outros redatores.

Com tudo isso definido, descobri com quem eu estava falando, como eu podia me expressar e, para finalizar, quais temas poderiam agradar a ambos os grupos.

 

Qual o seu conhecimento?

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Acredito que esse é o passo que, infelizmente, muitas pessoas acabam pulando em ao buscar temas para textos, o que faz com que seus resultados não atinjam suas expectativas. Muito mais do que um tema interessante, seu texto deve ter conteúdo, porque sem isso são apenas palavras jogadas ao ar.

Pensando nisso, é necessário que você entenda quais são seus pontos fortes, os assuntos que você domina e os temas que consegue escrever utilizando, principalmente, seu conhecimento. No meu caso, defini que esses assuntos eram marketing, intercâmbio e carreira, sendo que em todos eles eu devia me conter no que havia vivenciado e no que podia falar com propriedade, e nunca em algo que tivesse apenas “ouvido por aí”.

Lembre-se que quanto mais você conseguir passar conhecimento ao leitor, mas ele ficará interessado e mais respeitado você será. Isso é o que irá fidelizar este leitor, muito mais do que qualquer outro fator. Se seu conteúdo é fraco porque você não tem conhecimento sobre ele, não há tema no mundo que te salve.

 

O que interessa aos seus leitores?

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Preciso admitir que demorei bastante tempo para entender este ponto, especialmente porque, como disse acima, um dos meus objetivos era de falar sobre os assuntos que não tinha a chance de compartilhar “ao vivo”. Logo, produzi inúmeros conteúdos que, em minha opinião, estavam muito bons, mas não interessavam a ninguém além de mim. Era meu ponto de vista, sobre um assunto que eu escolhi, porque fazia sentido em minha cabeça. Somente isso.

Tive que entender, na raça, que meus textos são uma forma de comunicação e, como tal, devem ser um estrada de mão dupla. Se somente um se sente bem com aquele conteúdo, a comunicação está falha e não alcançará objetivo nenhum.

Ainda assim, é preciso que você se atente também a não acabar “se prostituindo por likes”, ou seja, fazendo somente o que o público quer. No final, seu conteúdo será apenas um texto sem paixão, o que o leitor acaba percebendo e, consequentemente, parando de curtir — literalmente, não com um like ou coraçãozinho — da forma como você imaginou. Para ilustrar esse pensamento, deixo aqui uma frase de um de meus grandes ídolos.

“Muitas vezes, as pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas” (Steve Jobs)

O que os outros estão fazendo?

Já falei sobre esse ponto algumas vezes aqui, porque realmente acredito que devemos sim olhar sempre ao nosso redor e analisar o que vem sendo feito pelos outros. Não estou falando aqui de plágio ou cópia, mas sim de inspiração, de aprender com os erros e acertos de outras pessoas.

“Muito se fala sobre aprender com seus erros, mas ninguém menciona aprender com os erros dos outros” (Eu mesmo, o filósofo)

Após essa belíssima citação acima, de um grande pensador contemporâneo conhecido como Will Junqueira — ou este que vos escreve — deixo aqui minha dica: leia de tudo, leia sobre tudo, leia de todos. Aproveite o conhecimento dos outros para aumentar o seu e, assim, criar a sua própria opinião com base na dos outros. Essa lapidação de sua ideia é parte primordial do aprendizado.

Finalizo este artigo com um desejo de boa sorte a você que, assim como eu, quebra a cabeça constantemente à procura de temas para textos que façam sentido. Confie no seu taco e vá em frente. Caia. Levante. Repita quantas vezes necessário. Mas faça.

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