A incrível geração em que todos são ótimos

Se você está se perguntando se o título deste texto é real ou apenas uma sátira da geração dos millennials, já te aviso que é um pouco de cada. É óbvio que não é possível todos serem ótimos — até porque se todo mundo for ótimo, também quer dizer que todos são normais, não? —, mas é fato que o nível encontrado nos profissionais hoje em dia é extremamente alto, bem acima do que ocorria há alguns anos.

Ao mesmo tempo, também temos a grande habilidade da geração Y de parecer mais do que ser, ou seja, conseguir se vender — especialmente através dos meios digitais — como algo muito superior ao que realmente são. Em termos profissionais, o surgimento de novas carreiras que não precisam, necessariamente, de um diploma específico, ajudam nisso tudo. Prazer, produtor de conteúdo web.

Mas, afinal, até que ponto os millennials são realmente mais avançados que os jovens de décadas passadas? Aliás, pode-se afirmar com certeza que isso ocorre? Bom, veremos…

 

Muitos anos de estudo

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É fato que os jovens de hoje estão passando mais tempo estudando. Já é mais do que comum encontrar alguém de 26 anos com uma graduação, dois MBAs, fluência em inglês e espanhol e um curso de excel só para completar. O nível definitivamente subiu, e contra isso não há o que argumentar.

A facilidade de ingressar em uma faculdade — com diversos programas de incentivo e financiamento, além de instituições mais acessíveis e o famoso ensino à distância —, ajudou nesse processo, que está tornando o jovem de hoje cada vez mais capacitado tecnicamente para exercer suas funções.

Isso faz com que a concorrência seja cada vez maior, visto que todos os candidatos estão elevando seu nível. Com isso, a busca por algum diferencial acaba por dominar o pensamento dos universitários, buscando novas qualificações — ainda que algumas sem nenhum sentido, somente pelo diploma e currículo atraente.

 

Conhecimento vs Experiência

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Um problema que está surgindo com tudo isso é a falta de experiência por parte dessa geração, ou seja, muito conhecimento técnico e pouco — ou quase nenhum — prático. Aí se encontra a discussão que vemos, normalmente iniciada pelos mais velhos: de que adianta ter tantas qualificações se, em 26 anos, sua experiência se resume a um estágio na própria faculdade?

É de conhecimento de todos que não se aprende tudo na faculdade, e que a vida acadêmica se diferencia bastante da vida profissional. Por conta disso, um currículo que se resume em apenas conhecimento técnico tende, na maioria das vezes, a ser menos considerado que um com mais experiência.

O que vemos atualmente é uma espécie de Hunger Games, em que o grande prêmio também é sua sobrevivência, mas dessa vez menos literal e mais relacionada à sua carreira.

 

Uma experiência pessoal

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A primeira vez que me deparei com esse elevado nível técnico foi em uma entrevista de emprego, alguns anos atrás. Até então, tinha em minha cabeça que o esforço e a capacidade eram, de fato, os fatores que decidiriam meu futuro. Ainda acredito que estava errado.

Embora entenda que esse processo seletivo era em uma grande empresa multinacional, conhecida por praticamente todos no mundo inteiro, achei que minha grande experiência de um ano de estágio em uma agência e outro em uma indústria nacional fosse, junto ao meu intercâmbio em dois países, me colocar a frente dos outros candidatos. Olha, eu não poderia estar mais enganado.

Quando cheguei lá, era o dia da dinâmica de grupo e, quando perguntados sobre suas experiências, pude perceber que — para meu total espanto — aparentemente todos eles tinham vivido em dois ou mais países, e por muito mais tempo que eu. Na experiência então, era um mais capacitado que o outro, sendo que a maioria estava vindo de outras grandes empresas multinacionais. Isso sem falar no nível de suas faculdades — ou eram públicas ou caras.

 

A perfeita geração de imperfeitos

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A discussão sobre o que é mais importante para uma carreira de sucesso, seja o conhecimento ou a experiência, ainda vai continuar por muitos anos creio eu, assim como a dúvida sobre a real possibilidade de aliar os dois, conseguindo ter uma trajetória profissional positiva ao mesmo tempo em que se dedica a diversos cursos e graduações.

O que entendo é que, no fim das contas, essa é mais uma das vezes em que os pensamentos dos mais velhos batem de frente com os dos millennials — em um assunto que, em minha opinião, eles são justamente os causadores de tais mudanças. Sua pressão por resultados e esforço, junto ao seu instinto protetor, criaram jovens que aprendem a se dedicar aos estudos e que têm a opção de adiar sua procura por empregos.

Como sempre, a batalha das gerações não possui uma resposta certa, muito menos uma única teoria sobre suas causas e efeitos. Ainda assim, continua a ser um tópico interessante para entender a sociedade e prever o que ocorrerá com as próximas gerações.

Todo jovem é um reflexo das cobranças de seus antecessores e, portanto, enquanto as cobranças e pressões forem mudando, consigo irão também as tendências geracionais.

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