Você está na crise dos 20 e poucos anos? Relaxa, não é o único

Muito mais que frescura ou reclamações, a crise dos 20 e poucos anos é real e atinge grande parte da geração atual.

Dentro da sociedade em que vivemos atualmente, existe meio que uma predefinição das metas e objetivos que uma pessoa deve realizar em sua vida para que esta seja considerada “produtiva”. Essas tais metas são divididas de acordo com, principalmente, a idade do indivíduo, e geralmente são avaliadas a cada dez anos.

Pense bem, aos vinte anos, espera-se que você já tenha deixado de ser uma criança e passado a se portar como um adulto. Espera-se também que você já tenha entrado na faculdade e curta a vida, vá em baladas, festas e beba muito.

“Dois anos de cursinho e ainda não entrou na faculdade? Que coisa hein…”

Aos trinta anos, já está na hora de ter uma família, esposa (o), filhos e um cachorro – sim, isso está mudando, mas convenhamos que ainda é normal ouvir coisas desse tipo dos mais velhos. Sua carreira já deve estar decidida e você encaminhado no mercado de trabalho. Ter uma casa e um carro são bônus meio que já esperados também.

“Ainda solteiro (a)? Tá na hora de dar uma acalmada né…”

Aos quarenta é a fase do auge profissional. Você já deve estar bem em sua carreira, com um cargo de comando, de preferência. Família estabilizada, filhos felizes, viagem todo ano. A lista continua grande nessa fase da vida também.

“Não é gerente ainda? Lembre-se que você não está ficando mais novo…”

Com mais de cinquenta anos , esquece… Parece que você está na contagem regressiva. Já curtiu o que tinha que curtir, e agora é obrigado a descansar.

Os temos mudam. Mas a pressão da sociedade continua igual.

 

Deixa de ser criança!

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Voltando ao tema central deste texto – a tal crise dos vinte e poucos anos –, iniciamos na primeira pressão imposta pelo ambiente externo. Você deve deixar de ser uma criança e passar a se portar como um adulto.

E isso não diz respeito apenas às coisas básicas, mas a um total de inúmeras regras que você deve começar a seguir de um dia para o outro. Esqueça os videogames, eles são para crianças. Aprenda a beber café, você precisará disso. Para de falar gíria, elas não cabem mais no seu vocabulário.

Naturalmente, algumas pessoas tem maior facilidade em se adaptar a tais regras, e assim se encaixam mais rapidamente no padrão da sociedade. Aos que não conseguem, sobram os rótulos. Infantil, atrasado, lento, rebelde.

 

Trabalha, você precisa se sustentar!

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Enquanto tenta se adaptar às regrinhas para parecer adulto, você também precisa começar a trabalhar para, enfim, ser um adulto. O problema dessa fase não é o trabalho em si – que realmente é extremamente útil, te ensina muito, e ainda dá uns trocados –, mas na escolha de sua carreira, uma decisão que influenciará toda sua vida e que é apressada para atender as demandas dos outros.

Já discuti com muita gente sobre esse tópico, e o grande problema está na fase em que essa escolha deve ser feita. Aos dezessete anos, um então adolescente deve decidir a atividade que deverá exercer por mai de trinta anos, sendo que – graças ao sistema de ensino atual – nem contato com as áreas ele tem. É um tiro alvo com vendas, mas com ajuda dos universitários. Se quiser contextualizar, é um Bird Box profissional.

Mesmo que você consiga achar sua área de atuação neste momento, esse é somente o primeiro dos desafios. Sem entrar no mérito da concorrência do mercado atualmente, existe a pressão que vem geralmente da família, as comparações com outros e os expectativas que eles têm de você – que não necessariamente combinam com as expectativas que você tem.

“O filho da minha vizinha tem a sua idade e já é gerente. Você devia prestar concurso…”

(INCONVENIENTE, aquele parente)

Está na hora de sossegar!

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Chegamos então ao tópico que tem, de fato, mais mudado nos últimos tempos – ainda que seja motivo de muitas discussões de família –, a construção de uma família.

Muitas são as pessoas que saíram do padrão e se casaram após os trinta anos, tiveram filhos depois dos quarenta, ou vivem sozinhas e felizes. Ainda assim, é certo que ouviram muito de seus familiares por tomar essas decisões e, por diversas vezes, tiveram que explicar o que não precisava ser explicado: suas vontades.

O grande problema da fase dos vinte e poucos anos é a comparação excessiva que os outros e nós mesmos acabamos fazendo. Seus amigos da escola já não saem todo fim de semana com você, um deles casou, outro têm filho, alguns já tem os dois. E você se sente culpado por estar assistindo Netflix no sábado a noite, como se fosse algo muito inimaginável mesmo.

“E as namoradinhas? Cadê?”

(INCONVENIENTE DE NOVO,  aquele parente)

Curtir, comentar, compartilhar e comparar!

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Um dos motivos que agrava a situação no século XXI e, por conta disso, diferencia os millenials das outras gerações, é o velocidade e a forma com que as informações chegam a você. Quer fazer um teste? Abra seu Facebook e veja seu feed por dez minutos. Com certeza você encontrou diversas situações para comparar com a sua vida, não? Isso é o que ocorre com a grande maioria dos jovens que se encontra hoje em seus vinte e poucos anos.

Com grande parte de seus dias destinada a navegar pelas mídias sociais, as comparações são quase que obrigatórias e, em um mundo com tantos amigos, seguidores e conexões, a probabilidade de encontrar alguém em uma situação melhor que a sua é quase que de 100%. É isso que te faz pensar se você está atrasado em relação aos outros.

Com toda essa situação, acredito que fica fácil de entender o crescente número de casos de transtornos psicológicos dessa geração. Depressão, ansiedade e estresse são só algumas formas que o corpo utiliza para tentar conviver com a pressão externa excessiva.

O que tenho a dizer para finalizar este texto é que, se você está na fase dos vinte e poucos anos – ou até um pouco mais –, e provavelmente se enxerga em diversas dessas situações, não se preocupe. Há diversas formas de driblar a crise, mas a mais conhecida e eficaz é bem simples: pense em você, no que você quer e como quer, as opiniões dos outros são importantes e servem para balizar suas escolhas, mas não para defini-las.

Só você consegue entender seus pensamentos e suas escolhas. Só você sabe os problemas que enfrentou e como eles te afetram. Lembre-se, só você pode tomar suas decisões. 

Se quiser conferir mais textos, fotos e conteúdos em geral, dê uma olhada em minhas redes sociais também!

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