Eu tenho ansiedade. Eu não estou ansioso.

Uma análise da ansiedade por alguém que a tem como um velho amigo. 

Inicio este post explicando que sim, ansiedade é algo comum, todo mundo tem e é de extrema importância para a vida e a evolução humana. Dito isso, gostaria de explicar também que algumas pessoas – tipo eu – têm níveis de ansiedade muitos altos, que aparecem sempre e que – se não forem tratados – podem levar a situações mais delicadas, como crise do pânico e depressão.

Focando nesta segunda opção, o que mais me irrita, como pessoa ansiosa que sou, é a comum distorção dos dois conceitos citados acima, em que se trata alguém com distúrbios de ansiedade da mesma maneira como se trata uma criança, que não consegue dormir por que tem passeio da escola no dia seguinte.

SÃO COISAS DIFERENTES!

Uma pessoa com ansiedade constante não sabe o que é a vida sem esse sentimento. Ele se aplica a toda e qualquer situação, independente do grau de importância desta na existência do indivíduo.

Não venha me falar que você é ansioso por que comprou um celular novo e tem que esperar uma semana para pegá-lo. Chega até a ser ofensivo pela distância da realidade de um verdadeiro ansioso.

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O constante receio do futuro – e do que ele pode trazer – fazem com que a vida de um ansioso tenha muito mais emoção que a de uma pessoa normal e, assim, você acaba se tornando refém do seu cérebro e do que ele resolver inventar.

Em muitas das situações, esse receio é de algo irreal e irrelevante, que poderia ser tranquilamente deixado de lado, mas acaba tomando proporções muito maiores que o necessário.

Li uma vez que a diferença entre a ansiedade e a depressão é que na primeira você se prende ao futuro, enquanto no segundo você se prende ao passado. Não acredito que essa  seja a melhor definição, mas ao menos dá para se ter uma ideia sobre o que são esses distúrbios e que, realmente, em ambos os casos você não vive o presente.

Como dito no início do texto, existe um grau mínimo de ansiedade necessário para vida. Por exemplo, os animais têm esse sentimento quando saem para caçar. Se estão em suas tocas e há um predador fora, a ansiedade faz com que eles esperem o melhor momento para saírem para buscar alimentos. Nesse caso, o sentimento é benéfico para a evolução de qualquer ser vivo.

Acontece que, se este mesmo animal tivesse níveis de ansiedade muito superiores ao usual, provavelmente ficaria em sua toca para sempre, com medo do que poderia ocorrer se ousasse se colocar do lado de fora. Em termos de evolução, esse indivíduo morreria de fome pelo medo de sair de sua casa.

Acredito que essa é uma descrição boa do que ocorre nesta situação, e pode ser tranquilamente aplicável à vida de qualquer um de nós. O medo do que pode ocorrer fora de casa não pode ser maior do que a vontade de viver.

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Em tempos onde se classifica a geração atual – os famosos millennials, dos quais faço parte – como um grupo de indivíduos com diversos conflitos psicológicos – especialmente o que trago no título deste texto – se faz necessário entender também que tudo tem um motivo e vários são os que deixaram os mais jovens assim.

Embora entenda que esse assunto por si só seja suficiente para um próximo texto, gostaria de apontar, ainda que brevemente, alguns desses motivos. Quem sabe você que está lendo esse texto não se identifique um pouco mais com os jovens e pense duas vezes antes de julgá-los por suas atitudes.

“Metade das pessoas que você conhece faz terapia. A outra metade deveria fazer…”

Primeiramente, a forma como fomos criados. Diferente do que nossos pais passaram quando estavam crescendo, nós fomos – acredito que a maioria de nós, pelo menos – incentivados a tentar o nosso melhor e a acreditar em nossos sonhos. O que ocorre é que chegamos aos 18 anos com isso na cabeça.

“Vou viver meu sonho, trabalhar com o que gosto, ter tempo para curtir, ganhar muito dinheiro. E me aposento com 35 anos…”

Como todos vocês devem saber, a realidade é bem diferente disso. E nós não estávamos preparados para essa realidade. A vida é muito mais difícil do que nos foi dito, e há muito mais degraus nessa caminhada do que poderíamos esperar. Nossa vontade de chegar ao topo de maneira rápida causa a ansiedade, fazendo com que tentemos pular alguns degraus sem a menor preocupação.

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Além disso, a quantidade de informações que recebemos diariamente – seja por nossas redes sociais, por aplicativos de conversa, na televisão, em filmes ou músicas – é desproporcional ao que conseguimos reter, o que faz com que nosso cérebro esteja trabalhando em uma velocidade muito mais alta e com muito mais fatores a considerar do que as gerações anteriores.

Esse boom de informação faz com que criemos opiniões sobre tudo e tenhamos muito mais com o que comparar nossas vidas. A ansiedade surge dessa comparação e da vontade de chegar ao topo mais rápido, para vivenciar o que os outros já estão vivenciando.

Soma-se a isso a ansiedade inerente ao ser humano e, principalmente, aos jovens, e teremos uma geração que quase em sua totalidade sofre desses distúrbios.

Ainda assim, muitas são as formas de “driblar” esse sentimento e ter uma vida quase normal – por que normal mesmo, acredito que ninguém tenha. Prática de esportes, meditação e terapia são algumas das maneiras de não só superar esse conflito interno, mas também entender melhor a si mesmo e o contexto a sua volta.

E claro, repito o que já disse algumas vezes nesse texto: A ansiedade é mais do que necessária para a vida, só não a deixe se tornar a sua vida.

Agora deixo vocês pensando sobre o assunto e analisando as maneiras de melhorar a situação. Enquanto isso eu fico aqui, tentando controlar a minha ansiedade em ver suas curtidas, comentários e compartilhamentos desse post!

E aí, gostou desse artigo? Escreva nos comentários o que você achou!

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